CNMP na luta contra a fome e a miséria no país

O Centro Nordestino de Medicina Popular (CNMP) está na luta, junto com várias organizações e movimentos, para denunciar a volta da fome no país e pedir a continuidade de políticas públicas sociais para redução da miséria. Nesta sexta-feira (13) o CNMP participou Plenária da Frente Brasil Popular do Araripe, que contou com a presença de 12 organizações e movimentos.

Segundo Vera Guedes, do CNMP, ficou definido que um ônibus sairá da região em direção a cidade de Caetés, no Agreste, quando no dia 27 terá início a Caravana do Semiárido Contra Fome e pela Liberdade de Lula Livre, que percorrerá os Estados da Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. “O processo está animado”, comemora Vera. A Caravana, idealizada pela Articulação do Semiárido (ASA), vai colher relatos para apurar o crescimento do número de pessoas que passam fome no país.

Para que a Caravana possa acontecer, está no ar a campanha virtual de financiamento coletivo da Caravana Semiárido Contra a Fome. As pessoas e instituições interessadas podem participar fazendo uma doação.

Para isto, basta acessar https://benfeitoria.com/caravanasemiaridocontraafome

CNMP discute agricultura urbana na etapa estadual do ENA

Representantes do Centro Nordestino de Medicina Popular (CNMP) participaram no início desta semana, em Serra Talhada (Sertão), da etapa estadual do IV Encontro Nacional de Agroecologia – ENA, que acontecerá de 31 de maio a três de junho, em Belo Horizonte (MG). O Encontro, cujo tema foi Agroecologia e Democracia, unindo Campo e Cidade, reuniu cerca de 200 pessoas entre agricultoras, agricultores, trabalhadoras, trabalhadores, jovens e representantes de comunidades tradicionais engajados com a agroecologia em Pernambuco.

O Centro Nordestino de Medicina Popular (CNMP) participou das discussões sobre o eixo temático da agricultura na perspectiva do campo e da cidade. Segundo Edjane Araújo, educadora do projeto Caminhos para Alimentação Saudável, desenvolvido pelo CNMP, a experiência do Centro com a agricultura urbana foi uma importante contribuição ao tema em questão. ‘Discutimos como aproveitar pequenos espaços, o telhado verde, manejo e manipulação de plantas medicinais. E ressaltamos a importância desse trabalho na formação e fortalecimento dos grupos urbanos e rurais’, ressaltou Edjane, que vai assessorar a delegação do Estado que participará do ENA.

De acordo com Edjane, durante a discussão do tema foram apontados alguns desafios que hoje travam a evolução da agricultura no espaço urbano, como, por exemplo, não existir referência nenhuma ao tema nas diretrizes do Plano Diretor de uma cidade como o Recife. Outros assuntos também foram abordados dentro da temática, como a mercantilização da água, o acesso à terra e à moradia e matrizes energéticas.

A última etapa do encontro foi a escolha das delegados/os que irão representar Pernambuco no ENA. A escolha se deu atendendo aos critérios da organização do encontro nacional, sendo 70% das vagas destinadas a agricultores e agricultoras e 30% às juventudes e populações tradicionais. Desse total, 50% são mulheres.

A delegação será responsável pela estruturação de três instalações artístico pedagógicas que irão retratar três regiões do Estado: os sertões do Araripe e do Pajeu e a Mata Sul.

Projeto Mulheres Doulas humaniza práticas no parto da rede de saúde de Natal

O engajamento dos gestores da rede de saúde de Natal (RN) no Curso de Formação de Boas Práticas Assistenciais no Parto e Nascimento foi fundamental no bom resultado obtido nas intervenções ocorridas nos seus locais de trabalho. O Curso faz parte do projeto Mulheres Doulas: Articulando Vidas, do Centro Nordestino de Medicina Popular (CNMP).

Mais de 20 profissionais, entre enfermeiros e médicos da rede de atenção básica e das três maternidades municipais, participaram do curso, que teve início em setembro de 2017. Segundo a enfermeira obstetra responsável pela formação, Clarissa de Leon, foram realizadas várias intervenções com os profissionais, como a criação e o fortalecimento das Rodas de Gestante nas unidades de saúde.

A partir delas, foram estabelecidas práticas como a verticalização do parto, o uso de cromoterapia e aromaterapia na sala do parto, o escalda pés e os métodos não farmacológicos de alívio da dor no parto. Clarissa ainda destaca como boas práticas assistenciais ocorridas na rede a implantação do pré-natal do parceiro.

Quem é o dono da água?

Com a proposta de refletir democraticamente sobre o uso da água pela população, de modo racional e consciente da escassez deste bem natural, e contra a sua mercantilização pelas grandes multinacionais, foi realizado este mês, em Brasília, o Fórum Alternativo Mundial da Água. O Centro Nordestino de Medicina Popular (CNMP) esteve representado e se uniu a dezenas de organizações e movimentos sociais que lutam em uma só voz pela defesa da água como um direito elementar à vida.

O lema do Fórum: Água é um Direito e Não Mercadoria foi o foco das discussões centrais dos debates, que apontaram para a problemática enfrentada mundialmente com o uso privatizado desse bem pelas empresas multinacionais, a exemplo da Coca Cola, Nestlé, Ambev, entre outras. E como está sendo feita a organização social para o enfrentamento do direto ao uso da água pela população como fonte de vida, especialmente nos países da África e América Latina, onde as pessoas vem travando sérios conflitos pelo acesso à agua.

Os diálogos foram enriquecedores e plantaram novas sementes entre os presentes, sobretudo aqueles que são guardiões e guardiãs desse bem, como um pajé que fez a seguinte colocação: ‘Você fez a água? Você fez a terra? Se não fez, como pode ser dono delas? Se a gente não é capaz de fazê-las, elas não nos pertencem, pertencem a mãe natureza’.

O Centro Nordestino de Medicina Popular tem dialogado constantemente sobre as questões e problemáticas vivenciadas pelo Sistema Agroalimentar, no qual a concentração da terra e a mercantilização da água são os grandes desafios pautados nas questões relacionadas à Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional. E essa realidade hoje é enfrentada não apenas no Brasil, mas já se tornou uma problemática mundial.

Podemos concluir que as discussões realizadas durante o Fórum Alternativo Mundial da Água serão de grande importância para a criação de estratégias de melhor intervenção política e multiplicação de saberes para a equipe do CNMP como também para as lideranças ligadas ao Projeto Caminhos para a Alimentação Saudável.

Edjane Araújo – Educadora do CNMP

Projeto Mulheres Doulas reúne profissionais de saúde de Trindade.

O projeto Mulheres Doulas: Articulando Vidas, do Centro Nordestino de Medicina Popular (CNMP), se espalha no Sertão de Pernambuco ajudando as mulheres na humanização do parto e nascimento.

Nesta quarta-feira (21) foi a vez de acompanhar o andamento das atividades no município de Trindade. Doze profissionais do serviço público de saúde, entre enfermeiros e médicos, participaram do encontro, ministrado pela enfermeira obstetra, Clarissa de leon, e com o apoio da Educadora e Articuladora do CNMP, Cláudia Xenofonte. Hoje (22) o projeto está reunindo os profissionais de saúde de Ipubi.

Lideranças planejam ações no agreste na luta por uma alimentação mais saudável.

Lideranças do Agreste de Pernambuco que fazem parte no projeto Caminhos para Alimentação Saudável, desenvolvido pelo Centro Nordestino de Medicina Popular (CNMP), estiveram reunidas nesta quarta-feira (14), em Gravatá, como o objetivo elaborar ações estratégicas para este ano, na cidade e no campo. Entre as questões centrais, ficou decidido que as lideranças multiplicadoras em segurança alimentar e nutricional participarão de atividades como oficinas, criação de hortas, carrossel de experiências e aulas práticas, mais conhecidas como Dias de Campo.

O grupo dedicado às ações de incidência política programou atos públicos e outras formas de denunciar à sociedade o uso excessivo de agrotóxico nos alimentos, além de reivindicarem mais assistência técnica de qualidade por parte do poder público. ‘Nossa expectativa é de que as lideranças estejam cada vez mais conscientes e qualificadas para atuar com a segurança alimentar e nutricional nas suas comunidades. Além disso, é preciso mobilização e luta para reagir a esse desmonte do Estado brasileiro e ataque à democracia e aos direitos do trabalhador’, destaca Edjane Araújo, educadora social do projeto.

Estiveram presentes ao encontro lideranças do projeto dos municípios de Gravatá, Chã Grande, Barra de Guabiraba, Camocim de São Félix e ligadas ao Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais (MMTR) e Movimento Sem Terra (MST).

CNMP lança exposição Caminhos das Águas

A exposição Caminhos das Águas, do Centro Nordestino de Medicina Popular – CNMP, é um reflexo de como a sociedade está se relacionando com esse bem essencial à vida e cada dia mais escasso. A mostra foi apresentada pela primeira vez nesta quinta (19), durante o I Encontro de Mulheres e Agricultura Urbana da Região Metropolitana do Recife, realizado pela Casa da Mulher do Nordeste em parceria com várias instituições e movimentos sociais, em Itamaracá.
A Exposição faz parte do projeto Caminhos para Alimentação Saudável, do CNMP, e está divida em três eixos: Água como Alimento, Água como Recuso e Água como Direito. Segundo a coordenadora do projeto, Edjane Araújo, a mostra reúne 36 imagens, de vários fotógrafos, relacionadas às linhas de ação do projeto e será  exibida em outras cidades a onde o projeto atua em Pernambuco.

Projeto Mulheres Doulas conta com atividade culturais

O projeto Mulheres Doulas: Articulando Vidas, realizado pelo CNMP com o apoio da União Européia, levou as atividades de Ação Cultural às mulheres doulas e gestantes do município de Parnamirim, Região Metropolitana do Rio Grande do Norte. As atividades aconteceram nos dias 12 e 13 deste mês, em dois Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).
Segundo o enfermeira Mirnna Arruda, do CNMP, durante a ação foi explicado qual o papel das doulas na gestação, no parto e pós-parto. “Também conversamos sobre parto humanizado e violência obstétrica, quando muitas mulheres chegam a chorar ao contar as situações de violência obstétrica que já sofreram”, ressalta Mirnna.
O segundo momento da Ação Cultural, que também contou com a participação da educadora do CNMP, Cláudia Xenofonte, foi a Arte Gestacional, quando a equipe do projeto identifica a posição do bebê e pinta a barriga da mãe exatamente nesta posição. Além das doulas e gestantes, participaram das atividades psicólogos, assistentes sociais e  coordenadores dos dois CRAS.

Mulheres Doulas são certificadas pelo CNMP em São Gonçalo do Amarante

Conscientizar as mulheres sobre os seus direitos sexuais e reprodutivos ainda é um grande desafio no Brasil. Nesse cenário desfavorável, o projeto Mulheres Doulas: Articulando Vidas, desenvolvido pelo CNMP, cumpre um papel estratégico, com ações efetivas para redução do índice de morbidade e mortalidade materna, especialmente em localidades a onde o serviço público não chega ou não consegue atender plenamente.
Nesta terça-feira (11), 12 mulheres foram certificadas pelo CNMP para exercer a função de Doula no município de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte. A partir de agora, elas vão poder acompanhar as mulheres no período pré-natal, parto e puerpério. Também vão atuar na área de incidência política das mulheres para lutar pela garantia dos direitos sexuais e reprodutivos em seu município.
Para Cláudia Xenofonte, educadora do projeto, esse certificado tem um significado para além do papel. “Ele traz também histórias de superação dessas mulheres e de fortalecimento dos seus direitos como cidadã, negados quase durante toda a vida”, ressalta. O Projeto Mulheres Doulas: Articulando Vidas, que conta com o apoio da União Européia, atua em nove municípios, distribuídos no Sertão de Pernambuco e Região Metropolitana do Rio Grande do Norte.

Programa Mulheres do Sertão

 

Não perca amanhã (25) mais um programa Mulheres do Sertão, que discute temas do seu interesse, da sua comunidade e região. Fique ligado!