No dia 17 de abril de 2017, completou-se um ano que o usurpador Michel Temer e seus aliados deram um golpe em nossa democracia. Com um índice de reprovação recorde, o governo ilegítimo vem adotando um programa derrotado nas urnas em 2014 e com os mais variados retrocessos em todas as áreas. Os golpistas apresentaram um programa intitulado “Ponte para o futuro”, mas a ponte caiu, a farsa transpareceu e futuro não há se não lutarmos.

O próprio Temer deixou claro, em sua entrevista para a Rede Bandeirantes, que o processo de impeachment foi um golpe, quando afirmou que Dilma apenas sofreu o afastamento da presidência porque não atendeu aos interesses escusos do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que queria se ver livre das diversas acusações de corrupção que lhe eram imputadas e que desembocaram em sua saída da Câmara dos Deputados.

Ante a ofensiva neoliberal, a Frente Brasil Popular, as centrais sindicais e diversas entidades da sociedade civil estão construindo a Greve Geral para o dia 28 de abril (sexta-feira) em todo o país, em decorrência dos ataques e ameaças contra os direitos trabalhistas e previdenciários de todos os trabalhadores e trabalhadoras.

Para fortalecer a luta, a Expressão Sergipana lista alguns motivos fortes para que os leitores participem da Greve Geral, a seguir expostos:

1) Terceirização: o projeto de lei relatado por Laércio Oliveira (SD-SE), aprovado pela Câmara dos Deputados e sancionado por Temer que trata da terceirização geral e irrestrita e contratações temporárias foi um duro golpe contra os direitos dos trabalhadores e trará consequências extremamente prejudiciais, gerando maior precarização das relações de trabalho e desemprego.

2) Reforma trabalhista: mais de 100 artigos da CLT podem ser alterados caso a reforma trabalhista seja aprovada, ofendendo direitos fundamentais do trabalhador, como saúde e segurança. Recentemente, a Câmara dos Deputados aprovou, através de mais uma manobra, a urgência na votação do projeto que prevê, dentre outras medidas, a ampliação da jornada diária e semanal de trabalho para até 12 horas e 48 horas, respectivamente; a prevalência do negociado sobre o legislado; a possibilidade de diminuição dos intervalos intrajornada e interjornada; o parcelamento das férias em até três vezes, dentre outras.

3) Índice de desemprego: o Brasil registrou o pior índice de desemprego dos últimos anos. Segundo o IBGE, temos 13,5 milhões de desempregados no país atualmente, ou seja, 1,4 milhão de desempregados a mais do que no trimestre de setembro a novembro do ano passado, o que equivale a um aumento de 11,7% na população desocupada. Em um ano, são 3,2 milhões de pessoas a mais sem emprego, chegando o aumento ao patamar de 30,6%. Com a terceirização já aprovada e a reforma trabalhista proposta, a tendência é aumentar este índice.

4) Reforma da previdência: na prática, tal reforma representa o fim do direito à aposentadoria. Com aumentos brutais no tempo de contribuição e na idade para se aposentar, o direito se tornará exceção, de dificílimo alcance, e não regra.

5) Entrega do pré-sal para empresas estrangeiras: a Petrobrás deixa de ser a operadora exclusiva do petróleo no pré-sal, abrindo as portas para as empresas multinacionais, resultando numa perda de mais de R$ 1 trilhão de investimentos em saúde e educação, bem como impactos na política nacional de geração de emprego, renda e tecnologia do país.

6) Cortes de programas sociais: durante o primeiro ano do governo ilegítimo, presenciamos cortes em diversos programas sociais e nas mais diversas áreas, englobando educação, saúde, moradia etc. A título de exemplo, temos o “Ciências sem fronteiras”, FIES, Pronatec, “Minha casa, minha vida”, Farmácia popular etc.

7) 20 anos de congelamento com gastos em saúde e educação: a Emenda Constitucional 95, aprovada em dezembro/2016, limita os investimentos públicos aos mesmos valores do ano anterior, corrigidos apenas pela inflação, sem levar em consideração o crescimento demográfico. Com a medida, a educação e a saúde perderão bilhões em investimentos e o impacto será maior sobre a parcela mais pobre da população.

Vários sindicatos e categorias em nosso estado já deliberaram pela participação na greve geral, manifestando-se contrários ao pacote de maldades imposto pelo governo não eleito, a exemplo dos professores da rede pública, servidores municipais de diversas localidades, do Judiciário, do Ministério Público, da UFS, trabalhadores do Ministério do Trabalho, Ministério da Saúde, INSS, DETRAN, EMBRAPA, CODEVASF, da construção civil, bancários, comerciários, assistentes sociais, nutricionistas, enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos, psicólogos etc. Outras categorias ainda irão deliberar durante a semana, sendo certo que a lista de participação irá ampliar. Em Sergipe, a concentração do ato ocorrerá às 15 horas, na Praça General Valadão, momento em que faz necessário ressaltar que a luta é a única ferramenta capaz de barrar a onda de retrocessos e reverter as medidas que já foram aprovadas. Portanto, todos e todas à luta no dia 28 de abril!

Fonte: Expressão Sergipana

*Em Recife, a concentração do ato acontecerá a partir das 14h na praça do Derby.

Boletim De Volta às Raízes

20080110125352

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