No Brasil, durante 2015, mais de 84% dos nascimentos na rede privada foram por cesáreas; na rede pública, a taxa foi de 40%. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o número de cesarianas não sobrepasse o 15%. Para reduzir esses números se faz necessário debater sobre a questão da humanização do parto, que se fundamenta em dois princípios: é baseado em evidências científicas e procura outorgar, novamente, o protagonismo do parto à mulher.

Nesse sentido, o Centro Nordestino de Medicina Popular – CNMP, em parceria com o Sindicato de Trabalhadores/as Rurais e a secretaria de Saúde de Lagoa Grande, realiza a audiência pública: “Humanização do parto e nascimento: é possível mudar a forma de nascer?” O evento acontecerá na próxima quarta-feira, 21 de dezembro, as 8.30h, no plenário da Câmara Municipal dos Vereadores de Lagoa Grande. Contará com a presença da Secretaria de Saúde do Município e com a Secretaria Regional de Políticas para as Mulheres, além da equipe do CNMP.

A audiência é uma ação do projeto “Mulheres Doulas Articulando Vidas” que desde 2015 atua no município a partir de diversas atividades como: formações em Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos para mulheres, formação em Doulas, curso de assistência e humanização do parto e nascimento para profissionais e gestores/as de saúde, ações culturais públicas, dentre outras. Com o financiamento da União Europeia, o projeto se desenvolve em nove municípios de três regiões (sertão de São Francisco, sertão do Araripe e Região Metropolitana do Rio Grande do Norte) e tem como objetivo geral contribuir para a redução da morbidade e mortalidade materna.

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