Com a temática “Humanização do parto e nascimento: é possível mudar a forma de nascer?” aconteceu audiência pública organizada pelo Centro Nordestino de Medicina Popular (CNMP), na Câmara Municipal dos Vereadores de Lagoa Grande, no dia 21 de dezembro. O evento é uma das ações do projeto “Mulheres Doulas Articulando Vidas”, com apoio financeiro da União Europeia, e foi realizado em parceria com a Secretaria de Saúde do município e com o Sindicato dos/as Trabalhadores/as Rurais (STR) de Lagoa Grande.

Com mais de quarenta pessoas presentes, a audiência contou com a participação da equipe do projeto: a educadora Claudia Xenofonte, a educadora e enfermeira obstétrica Edilazy Maris e a coordenadora, Vania Araujo. Também se fizeram presentes para informar sobre a temática a ex secretaria de saúde, Fabiola Salvador; a Coordenadora Regional da Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres, Normeide Farias; e o Diretor Administrativo do Hospital Municipal José Henrique de Lima, enfermeiro Joaõ Vicente.

Além dessas pessoas, participaram da primeira mesa o Coordenador de Enfermagem da Maternidade municipal, Clístenes Torres; Francisco Gomes de Araujo do Conselho Municipal de Saúde, o presidente do STR, José Ivo Lopes, a representante da formação em Direitos Sexuais e Reprodutivos, Gissionete Maria; a representante da formação de Doulas, Creuza Madalena; Sirleide Duda da Coordenaduria Municipal da Mulher e do Conselho da Mulher; e o Vereador Professor Vava. Todas as falas reconheceram a importância do projeto Mulheres Doulas Articulando Vidas no município e a necessidade de continuar trabalhando na temática da humanização do parto.

Em um segundo momento, o diretor administrativo do Hospital apresentou alguns dados sobre a saúde no município. O aumento no número dos partos foi consequência do estabelecimento de parceiras com CNMP, Unicef, NASF, UniVaSF, VIII GERES. Algumas ações realizadas foram: confeção de cartilha ilustrativa de apoio ao pré-natal, visitas das gestantes do município à maternidade, realização da semana do bebê, e a institucionalização de métodos não invasivos de apoio ao parto natural. Esta última graças ao projeto Mulheres Doulas e o trabalho do CNMP. Faltou apresentar os dados da mortalidade Materna. João Vicente solicitou esse números para serem apresentados nesta ocasião, mas o setor de epidemiologia não repassou a informação.

“Porque é preciso humanizar o humano?” -se perguntou a enfermeira obstétra Edilasy Maris. “Porque o trato hoje é muito mecanicista.” Nos últimos quarenta anos mudou o modelo de parir: “hoje está centrado no hospital, em procedimentos invasivos e na figura do médico, masculino. O que era assunto de mulher passou a ser considerado inseguro e obrigou a essas mulheres a procurar o hospital, sabendo que nem toda mulher vai se sentir segura no hospital”, assegurou a enfermeira.

No final, a coordenadora do projeto, Vania Araujo, entregou os certificados para os profissionais de Lagoa Grande que participaram do curso: “Atençaõ básica obstétrica para Humanização do Parto e Nascimento”, formação oferecida pelo projeto “Mulheres Doulas Articulando Vidas”.

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