O seminário “Violência Contra as Mulheres: diálogo entre Gestão e Sociedade Civil”, acontecido no auditório da ONG CAATINGA – Ouricuri, durante o dia 29 de novembro, foi um sucesso. Mais de noventa pessoas participaram do evento realizado pelo CNMP através do projeto “Mulheres Sertanejas na luta”.

Estiveram na mesa as coordenadorias da mulher de Trindade, Bodocó e Santa Filomena, a coordenadora do Fórum de Mulheres do Araripe, Coordenadora Regional da Secretária da Mulher e o Capitão do Batalhão da PM. Infelizmente a Delegada e a representante da OAB não compareceram.

Foi uma manhã de debate intenso sobre a questão da violência e a falta de mecanismo para enfrentar essa situação. A enfermeia obstétra, Doula e educadora do CNMP, Cida Farias, informou que 25% das mulheres sofrem violência obtétrica, e citou alguns exemplos: “negar informações na gestação, medicamentos, acesso a consultas, acompanhantes nas consultas e parto, manobras desnecessárias durante o parto, falas “pejorativas”, abortos negligênciados, até afastar o bebê da mãe ao nascer”. Em certa forma, o aumento da violência obstétrica é uma consequência da “mundança dos partos domésticos para os hospitais”, afirmou a enfermeira.

Finaliza assim três anos do projeto Mulheres sertanejas na luta, que contou com o apoio financeiro de Pão para Mundo (PPM) para conseguir seu objetivo: enfrentar a violência contra as mulheres, em todas suas formas. Após esse evento Vera Guedes, feminista e educadora do CNMP, reafirmou, “mais ainda, que o caminho é fortalecer as mulheres para enfretarmos os desafios juntas”.

Boletim De Volta às Raízes

20080110125352

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