Com a participação das as mulheres formadas em Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos e Doulas, da Secretaria Municipal de Saúde, Maria Conceição Nascimento, da Diretora do Hospital Municipal, Marizilda Brasilina Pereira, aconteceu a audiencia pública “Humanização do parto e nascimento: é possível mudar a forma de nascer?” na Câmara de Vereadores de Santa Filomena, no dia 21 de novembro de 2017. Também participaram da mesa de abertura o vereador Francisco Wallace Diniz Mororó, a Coordenadora Executiva do Centro Nordestino de Medicina Popular (CNMP), Diana Mores, a Coordenadora Regional da Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres, Lourisvanda de Alves Souza, Coordenadora Municipal da Mulher, Maria Brazilina Pereira, dentre outros/as participantes.

Uma das novas doulas formadas pelo projeto, Rossana Ribeiro de Moura, participou da mesa de abertura e deu seu testimonio da importância do projeto “Mulheres Doulas Articulando Vidas” para o município. “Eu já estou doulando a minha cunhada”, comentou sorridente.

Um dos momentos mais importantes foi quando as Doulas se apresentaram e se ofeceram para ficar a disposição da Secretaria de Saúde para acompanhar às mulheres na preparação para o parto.

A Diretora do Hospital, Marizilda Brasilina Pereira, comentou sobre a reunião acontecida em setembro com a IX GERES, durante a qual foi informado que os partos devem ser encaminhados para a Maternidade Mãe Coruja em Ouricuri, com o objeto de reduzir a mortalidade materna infantil. A cidade de Ouricuri fica distante uns 98km de Santa Filomena.

Por sua parte, Lourisvanda fez referência às ações da Coordenadoria Regional que trabalha fortemente a questão da violência doméstica, porém é pouco o realizado em relação à saúde da mulher. “Esta audiência nos serve para pensar e rever o que estamos fazendo”, considerou.

A Coordenadora Executiva do CNMP apresentou a instituição, os objetivos e resultados esperados pelo projeto. Também ressaltou a importância do atendimento humanizado para a redução da violência obstétrica e a importância de implementar pequenas mudanças no atendimento que melhorarão a atenção às gestantes, como a possibilidade de escolher a forma de parir, sem precisar deitar na maca. Diana mostrou uma grande preocupação com a mortalidade materna, devido a que a maioria das mulheres tem acesso ao atendimento e assistência ao parto, pelo qual o problema é de qualidade na atenção, de formação dos/as profissionais de saúde.

Desde o ano 2015, o projeto “Mulheres Doulas Articulando Vidas” atua na região do Araripe para contribuir na redução da morbidade e mortalidade materna, com diversas estratégias como formação de mulheres e de doulas, assim como de profissionais da saúde na questão da assistência humanizada ao parto e pos parto. Este projeto é possível graças ao apoio financeiro da União Europeia e as parcerias da ONG CAATINGA, o Fórum de Mulheres do Araripe e a Articulação Nacional de Educação Popular em Saúde – ANEPS (RN).

Boletim De Volta às Raízes

20080110125352

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