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Projeto Mulheres Doulas semeia boas práticas para humanização do parto em Parnamirim/RN

O projeto Mulheres Doulas: Articulando Vidas, realizado pelo Centro Nordestino de Medicina Popular (CNMP) em nove municípios, sendo seis de Pernambuco e três do Rio Grande do Norte, realizou, no dia 29 de novembro, a última das nove Audiências Públicas previstas no seu cronograma. A atividade aconteceu na Câmara de Vereadores do município de Parnamirim, Região Metropolitana de Natal, e contou com a participação das vereadoras Professora Nilda e Ana Michele, além de gestora, técnicas de saúde, doulas, representante da Associação Potiguar de Doulas e público interessado.

De acordo com a coordenadora do projeto, Solô Paiva, os presentes assumiram a missão de continuar a luta semeada pelo projeto. “Entre encaminhamentos assumidos pelas vereadoras estão o aprimoramento das boas práticas dos/as profissionais de saúde e a construção de uma Casa de Parto no município, prevista Lei Orçamentaria Anual (LOA) para 2019”, salientou Solô.

Outras questões relacionadas à humanização do parto e que se tornaram compromissos nas discussões da Audiência foram a abertura de espaço no serviço público de saúde para atuação das doulas e a instituição do Plano de Parto, que deve ser realizado no pré-natal é um instrumento imprescindível para que a humanização do parto possa ser efetivada.  Além da coordenadora do projeto, estiveram participando da Audiência Pública, como representantes do CNMP, as enfermeiras Clarissa de Leon e Mirnna Arruda. O projeto Mulheres Doulas: Articulando Vidas conta com o apoio da União Europeia.

Um basta na violência contra a mulher na Virada Cultural de Santa Filomena

As diversas formas de violência contra a mulher e como enfrentar esse desafio? Essas foram  questões centrais em todas as atividades desenvolvidas na Virada Cultural Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres realizada pelo Centro Nordestino de Medicina Popular (CNMP), em parceria com o Sindicato de Trabalhadores Rurais de Santa Filomena, com as/os estudantes do Erem Raimundo de Castro Ferreira, em Santa Filomena, Sertão do Araripe.

As atividades da Virada, que aconteceu nos dias 19 e 20 deste mês, começaram com uma palestra que teve a participação da diretora do Erem, Francisca Lino, do chefe de Polícia Científica do Sertão do Araripe, Thiago Magalhães, da coordenação do Fórum de Mulheres do Araripe, Gesia Cristina Gomes, da coordenadora Regional da Secretaria Estadual da Mulher, Lourisvanda Souza, e da socióloga e militante do Fórum de Mulheres de Pernambuco, Sophia Branco. Essa é a terceira Virada Cultural realizada pelo CNMP no Sertão por meio do projeto Mulheres e Jovens Tecendo Caminhos Contra a Violência, coordenado pela educadora Vera Guedes.

Entre as questões colocadas pel@s palestrantes para reflexão d@s alun@s destacaram-se: “as mulheres não devem encarar qualquer tipo de violência como algo aceitável”, “a problemática de dependência financeira e emocional”, “relacionamentos abusivos nos quais a mulher é vista como objeto, que pertence a alguém”, “a construção da identidade masculina na sociedade machista”, entre outros pontos. Em seguida, @s estudantes fizeram perguntas e deram depoimentos sobre situações de violência vivenciadas fora e dentro de suas casas.

Após a palestra, @s alunos participaram de oficinas de cinema, fanzine, leitura, libras, grafite e dança, realizadas nos dois dias da Virada. As oficinas tiveram como proposta de trabalho despertar questionamentos e reflexões sobre a violência contra a mulher. A discriminação racial também foi abordada já que a Virada Cultural de Santa Filomena aconteceu na Semana da Consciência Negra.