Agricultura Urbana e Periurbana na RMR

Agricultura Urbana e Periurbana na RMR

Em 2018, aconteceu, no Recife, o I Encontro de Mulheres da Agricultura Urbana da RMR, promovido por várias organizações que atuam nos campos da agroecologia e da política de gênero. Como resultado dessa articulaçao, várias mulheres participaram do IV Encontro Nacional de Agroecologia (ENA), naquele mesmo ano, em Belo Horizonte.

O encontro foi um grande despertar de consciência para centenas de mulheres que ali começaram a enxergar novas possibilidades de sobrevivência, geração de renda, empoderamento e exercício da cidadania. Elas começaram a desenvolver pequenas hortas nos seus quintais e, no período de pandemia, esse trabalho se intensificou com as restrições e a necessidade de sobrevivência.

No Recife e Região Metropolitana, surgiu a Articulação de Agroecologia e Agricultura Urbana e Periurbana, a AUP-RMR, iniciada em julho de 2020, com o apoio da Casa da Mulher do Nordeste. O objetivo imediato era a prática de agricultura urbana na RMR como alternativa de garantia da Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (SSAN).

O projeto fincou suas raízes e hoje é composto por 25 grupos – comunidades, ocupações, coletivos e cinco organizações da sociedade civil: Centro Nordestino de Medicina Popular, Casa da Mulher do Nordeste, Centro Sabiá, Kapiwara Agroecologia Urbana e a Fase.

A proposta central é incidir em políticas públicas para a agroecologia e agricultura urbana e perirurbana e pesca artezanal na RM. A AUP tem na prática da agricultura urbana na RMR uma diretriz para a garantia da Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (SSAN).

A AUP vem crescendo e ganhando o seu reconhecimento. Recentemente, concluiu um projeto com seis formações em agricultura urbana e periurbana agroecológica, apoiado pela Fiocruz RJ e pelo MDA. Importantíssimo ressaltar que a organização, além das práticas de agricultura urbana e periurbana, promove muitas trocas que se transformam em acolhimento e empoderamento das mulheres – a maioria, negras, periféricas e vítimas da exclusão social.

Neste último encontro, ocorrido neste mês de maio na sede da Fase, coletamos os depoimentos de quatro mulheres como exemplo desse processo de construção, luta e resistência da AUP.

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