Pernambuco é o Estado nordestino com maior número de casos de feminicídios no Nordeste. Para discutir o assunto e chamar à atenção da sociedade, foi realizada uma audiência pública nesta terça-feira (6), na Assembleia Legislativa, reunindo diversas organizações feministas do Estado, entre as quais o Centro Nordestino de Medicina Popular, que foi representado por suas educadoras, que desenvolvem o projeto Tecendo Redes no Combate à Violência contra a Mulher, no Sertão do Araripe.
O objetivo da Audiência foi debater o crescimento alarmante dos casos de feminicídio, a falta de mecanismos eficazes de combate à violência contra a mulher, a escassez de casas abrigo e a falta de políticas públicas voltadas para as mulheres trans, negras, lésbicas e indígenas.
A audiência foi encerrada com uma com ato simbólico no cruzamento da Ponte Duarte Coelho, onde houve panfletagem e uma homenagem as mãos de 40 mulheres assassinadas entre janeiro e abril deste ano.
A audiência foi composta por uma mesa composta por diversas autoridades e representantes de movimentos sociais, entre elas: as deputadas Dani Portela, Socorro Pimentel e Gleide Ângelo; Rosemere Nere, representando o Levante Feminista; a delegada Bruna Falcão; a defensora pública Débora Andrade; o promotor Wester Conde e a secretária da Mulher do Estado, Valquíria Alves.
O ato foi planejado antes do Dia das Mães para destacar uma dura realidade: nem toda criança tem uma mãe para comemorar essa data, e nem toda mãe tem mais sua filha, vítima do feminicídio.
Foi um dia de escuta, luta e reafirmação do nosso compromisso com a defesa da vida das mulheres pernambucanas.


