Um basta na violência contra a mulher na Virada Cultural de Santa Filomena

 

As diversas formas de violência contra a mulher e como enfrentar esse desafio? Essas foram   questões centrais em todas as atividades desenvolvidas na Virada Cultural Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres realizada pelo Centro Nordestino de Medicina Popular (CNMP), em parceria com o Sindicato de Trabalhadores Rurais de Santa Filomena, com as/os estudantes do Erem Raimundo de Castro Ferreira, em Santa Filomena, Sertão do Araripe.
As atividades da Virada, que aconteceu nos dias 19 e 20 deste mês, começaram com uma palestra que teve a participação da diretora do Erem, Francisca Lino, do chefe de Polícia Científica do Sertão do Araripe, Thiago Magalhães, da coordenação do Fórum de Mulheres do Araripe, Geisa Cristina Gomes, da coordenadora Regional da Secretaria Estadual da Mulher, Laurisvanda Souza, e da socióloga e militante do Fórum de Mulheres de Pernambuco, Sofia Branco. Essa é a terceira Virada Cultural realizada pelo CNMP no Sertão por meio do projeto Mulheres e Jovens Tecendo Caminhos Contra a Violência, coordenado pela educadora Vera Guedes.
Entre as questões colocadas pel@s palestrantes para reflexão d@s alun@s destacaram-se: “as mulheres não devem encarar qualquer tipo de violência como algo aceitável”, “a problemática de dependência financeira e emocional”, “relacionamentos abusivos nos quais a mulher é vista como objeto, que pertence a alguém”, “a construção da identidade masculina na sociedade machista”, entre outros pontos. Em seguida, @s estudantes fizeram perguntas e deram depoimentos sobre situações de violência vivenciadas fora e dentro de suas casas.
Após a palestra, @s alunos participaram de oficinas de cinema, fanzine, leitura, libras, grafite e dança, realizadas nos dois dias da Virada. As oficinas tiveram como proposta de trabalho despertar questionamentos e reflexões sobre a violência contra a mulher. A discriminação racial também foi abordada já que a Virada Cultural de Santa Filomena aconteceu na Semana da Consciência Negra. Na Oficina de Grafite, por exemplo, o instrutor Diogo Tattoo orientou @s participantes a expressarem a problemática da violência contra a mulher em imagens. @s estudantes também se preocuparam em apresentar contribuições de como enfrentar esse desafio.
Integração – Como proposta de integrar os projetos e atividades desenvolvidos pelo CNMP em várias regiões do Estado, o projeto Caminhos para Alimentação Saudável levou até Santa Filomena a exposição Caminho das Águas, composta por mais de 30 imagens divididas em três eixos: água como recurso, água como alimento e água como direito. Mais de 150 pessoas visitaram a mostra fotográfica.
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