Virada Cultural discute Feminicídio

O debate sobre a cultura da violência e o feminicídio foi intensificado em mais uma Virada Cultural realizada pelo CNMP no Sertão de Pernambuco. Desta vez, com os alunos e monitores do Instituto Federal de Ouricuri, no Sertão do Araripe.

O primeiro momento da Virada, que coincidiu com a II Semana de Humanidades do IF, começou na noite do dia 29 com um debate sobre Violência e Feminicídio e contou com a participação da coordenadora do projeto Mulheres e Jovens Tecendo Caminhos Contra a Violência, do CNMP, Vera Guedes, e mulheres convidadas que atuam no campo da defesa dos direitos das mulheres no Estado e contra a violência.

No segundo dia, 30 de novembro, a Virada Cultural foi retomada com Roda de Diálogo com os monitores do IF. Também foram realizadas com os alunos oficinas de fanzine, literatura e grafitagem. Essa já foi a quarta Virada Cultural realizada este ano pelo CNMP no Sertão de Pernambuco.

Um basta na violência contra a mulher na Virada Cultural de Santa Filomena

As diversas formas de violência contra a mulher e como enfrentar esse desafio? Essas foram  questões centrais em todas as atividades desenvolvidas na Virada Cultural Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres realizada pelo Centro Nordestino de Medicina Popular (CNMP), em parceria com o Sindicato de Trabalhadores Rurais de Santa Filomena, com as/os estudantes do Erem Raimundo de Castro Ferreira, em Santa Filomena, Sertão do Araripe.

As atividades da Virada, que aconteceu nos dias 19 e 20 deste mês, começaram com uma palestra que teve a participação da diretora do Erem, Francisca Lino, do chefe de Polícia Científica do Sertão do Araripe, Thiago Magalhães, da coordenação do Fórum de Mulheres do Araripe, Gesia Cristina Gomes, da coordenadora Regional da Secretaria Estadual da Mulher, Lourisvanda Souza, e da socióloga e militante do Fórum de Mulheres de Pernambuco, Sophia Branco. Essa é a terceira Virada Cultural realizada pelo CNMP no Sertão por meio do projeto Mulheres e Jovens Tecendo Caminhos Contra a Violência, coordenado pela educadora Vera Guedes.

Entre as questões colocadas pel@s palestrantes para reflexão d@s alun@s destacaram-se: “as mulheres não devem encarar qualquer tipo de violência como algo aceitável”, “a problemática de dependência financeira e emocional”, “relacionamentos abusivos nos quais a mulher é vista como objeto, que pertence a alguém”, “a construção da identidade masculina na sociedade machista”, entre outros pontos. Em seguida, @s estudantes fizeram perguntas e deram depoimentos sobre situações de violência vivenciadas fora e dentro de suas casas.

Após a palestra, @s alunos participaram de oficinas de cinema, fanzine, leitura, libras, grafite e dança, realizadas nos dois dias da Virada. As oficinas tiveram como proposta de trabalho despertar questionamentos e reflexões sobre a violência contra a mulher. A discriminação racial também foi abordada já que a Virada Cultural de Santa Filomena aconteceu na Semana da Consciência Negra.